Para iniciar os trabalhos, gostaria de informar que o MILITÂNCIA VASCAÍNA não está a serviço direto da instituição C.R. Vasco da Gama e tampouco estamos em inércia subserviente à imprensa. Este site dirige-se única e exclusivamente ao TORCEDOR vascaíno, independente de sua categoria e do estado em que resida. O MILITÂNCIA VASCAÍNA também não serve, em exclusivo, a nenhum movimento político do Vasco, apenas exaltando aqui quem faça por merecer, em concordância com a posição ideológica deste que vos fala. Dito isto, vamos à postagem:
Carlos Roberto "Dinamite" de Oliveira, ídolo indiscutível do Vasco na condição de atleta de futebol, foi nomeado Presidente do Clube a 28 de junho de 2008 após o conturbado pleito das eleições anuladas de 2006. Para muitos - não pretendo entrar neste assunto -, um golpe do MUV (Movimento Unido Vascaíno); para outros, uma esperança em voltar a ver um Vasco tradicional e vencedor. Para quem acompanha a política do Vasco com olhares críticos e sem o comodismo de satisfazer-se com promessas vãs de um "novo Vasco" sabe que esta segunda opção não é verdade.
Para começar a falar do Dinamite Presidente, é interessante falar do Dinamite pré-Presidente.
Na década de 80, mesmo depois de o Vasco ter dado todas as condições físicas e financeiras para que o então ídolo continuasse no Clube, Roberto Dinamite cedeu a uma proposta do Barcelona, partindo para o clube catalão. Depois de uma passagem minguada pelo Camp Nou com 8 jogos, banco de reservas, atuações pífias e apenas 3 gols marcados, Dinamite anuncia que gostaria de voltar ao Brasil. Antonio Soares Calçada, então Presidente do Vasco nesta época, queria ver Dinamite longe do Vasco após a sua ganância diante da proposta do Barça. Com isso, Márcio Braga, presidente do urubu, se apressa e tenta a contratação do ídolo vascaíno. Ao saber do interesse, Dinamite responde: "que eu possa brilhar, dar as alegrias e marcar os gols que a torcida do flamengo tanto espera". Eurico Miranda, sabendo do alvoroço e da humilhação que seria para o Vasco e para os vascaínos quando um ídolo do Clube fosse defender o outro lado, esturgou-se e tratou de convencer Calçada a reaceitar Dinamite. E assim foi feito. Em 1980 Dinamite volta ao Vasco, não por vontade própria, mas graças a alguém da diretoria do Clube. Neste vídeo, após marcar seu gol 500 contra o Volta Redonda, Dinamite agradece a Eurico pelo esforço do dirigente em trazer-lo de volta à São Januário.
A partir desta atitude, a relação entre Eurico e Dinamite foi das melhores possíveis culminando até na eleição de Roberto Dinamite como Deputado Estadual em 1994 integrando a mesma chapa de Eurico Miranda, que elegeu-se Deputado Federal no mesmo ano. O apoio de Dinamite à Eurico na vida política do Vasco também foi incondicional em 94, 97 e 2000, anos de pleito no Clube. Até que em 2002, após uma discussão com um dos diretores do Vasco na Tribuna de Honra do Clube, Roberto Dinamite alega ter sido expulso do estádio às ordens de Eurico Miranda. O atual Presidente do Vasco estava em seu gabinete e só ficou sabendo do ocorrido através da imprensa. Tarde demais. Dinamite já tinha preparado o terreno e o pretexto para entrar na política de oposição do Clube era perfeito: expulso, por motivos torpes, pelo Presidente do Vasco que, até então, lhe tinha como parceiro. Claro que isto foi um prato cheio para a mídia parasita que sempre esteve a postos para difamar o Vasco a qualquer custo, afinal, como declarado por Antonio Nascimento, editor de esportes do jornal O Globo, "no tempo do Eurico Miranda tinha uma coisa conspirativa contra o Vasco". Ora, consideremos que essa história do Dinamite seja verdade e que a sua expulsão tenha realmente sido uma ordem de Eurico Miranda. O que Eurico ganharia fazendo isso? Por quais motivos expulsaria Dinamite de São Januário? Não tem sentido, afinal, Dinamite quem dependia de Eurico e não o contrário. Com o acontecimento, Dinamite foi convidado (que coincidência...) a candidatar-se como Presidente da chapa de oposição "explosão vascaína" que tinha o apoio do MUV. Não se sabe se a vigarisse em forjar toda essa situação partiu de um grupo inteiro como estratégia política, apenas de Dinamite ou dos dois em conjunto. Fato é que o acontecimento foi um divisor de águas na história recente do Vasco e a ele devemos o feito de o sr. Roberto Dinamite estar na Presidência do nosso Clube.
Neste ano de 2012, o sr. Roberto Dinamite completará 4 anos à frente do Vasco. Quatro anos de muitas propostas, promessas e pouco a ser feito, mantendo-se na posição de servilismo àqueles que encontram-se em posições privilegiadas. Em seu primeiro ano de presidência, o Sr. Roberto Dinamite declarou, após ter sido questionado como iria proceder como Presidente visto que jamais ocupou cargo algum no Vasco, que "iremos aprender ao longo dos anos". Incompetência assumida, deu no que deu: pegou o Vasco em oitavo lugar no Campeonato Brasileiro, faltando 31 rodadas para o término da competição, fez contratações ridículas alegando não ter dinheiro e conseguiu rebaixar o Vasco para a segunda divisão. Ainda no ano de 2008, mais precisamente no dia 13 de julho, o Presidente do Vasco convidou o presidente do flamengo Márcio Braga para assistirem ao clássico entre os dois clubes juntos no Maracanã. Que lindo! Convidar aquele que, sempre que tinha oportunidade, difamava o Vasco e os vascaínos no Clube dos 13 e na imprensa. Tudo em nome de um bem estar hipócrito para a imprensa deleitar-se e anunciar o começo uma amizade colorida que, de fato, jamais vai existir entre vascaínos e flamenguistas. Esta foi a primeira evidência pública de entreguismo dinamitesco.
O ano de 2009 deu início a "geração sentimento" . Os vascaínos abraçaram o Clube numa tentativa, segundo o sr. Dinamite e a imprensa, de retomar o sentimento vascaíno. Objetivo abominável do ponto de vista do real torcedor, visto que o verdadeiro amor pelo Vasco jamais se perdeu, esmoreceu ou vacilou. Mas, foi com esse objetivo que o ano encarado e levado até o fim, culminando na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B.
Vale um adendo: não acho que a Série B seja motivo de vergonha para o torcedor vascaíno visto que, o Vasco, não nasceu grande como a maioria dos atuais grandes clubes; o Vasco SE FEZ grande e, para isso, teve de passar por diversas provas que consolidaram o nosso vitorioso destino. A Série B foi mais uma dessas provas. Poderia ser evitada? Com certeza. Mas se ela veio, que a encaremos como uma Série A.
O Sr. Roberto Dinamite alegou, no início de 2009, que montaria um time que seria capaz de disputar de igual para igual qualquer competição. Nós, claro, devíamos depositar confiança nele, afinal, seria o seu primeiro ano completo à frente da Diretoria Administrativa do Clube. Confiamos e olha só quem veio: Paulo Sérgio, Edu Pina, Fernando Galhardo, Pará, Titi, Gian, Rafael Morisco, Amaral, Carlos Alberto, Léo Lima e Aloísio. Isso sem falar na inicial parceria com a Champs que - graças a Deus - durou pouco tempo mas nos presentou com essas "belezas" de uniformes. Com ressalvas para Fernando Prass, Fagner, Élton e do técnico Dorival Júnior, será que ele realmente acreditava que com aqueles jogadores nós poderíamos conquistar algo mais do que a Série B? Tanto não podíamos que não conquistamos: derrota na semifinal da Taça Rio por 4 x 0 contra o Botafogo e eliminação da Copa do Brasil pelo Corinthians. Finalmente, veio a conquista de Série B que foi extremamente comemorada pelo Sr. Presidente com direito a um troféu de plástico após o jogo contra o América de Natal, com nossa vitória de virada por 2 x 1 sobre a equipe Potiguar. Uma outra conquista do Vasco foi fora dos gramadas com a parceria (inépcia, por sinal) com a Eletrobrás. Num documentário exibido no final do ano sobre a segunda divisão, o Sr. Roberto Dinamite discursa no vestiário com os jogadores e puxa um "Casaca" que, siceramente, dá vergonha se ver.
Em 2010, inflamado pelo sentimento de ter tirado o Vasco do jejum de títulos que já durava sete anos (considerando que o último título do Vasco tinha sido o Carioca de 2003, contra o fluminense) o Sr. Dinamite prometeu a tríplice coroa para o Vasco. Que beleza! Ele só esqueceu de acordar do sonho porque, na realidade, o que ele fez, dentre outras coisas, foi o seguinte: dispensar o técnico Dorival Júnior e contratar Vágner Mancini (que durou quase dois meses no cargo) além de chamar, Caíque, Gustavo, Giovani Maranhão, Dodô, Élder Granja, Márcio Careca, Rafael Coelho, Thiago Martinelli e outros. Aí não dá né, Sr. Presidente? Resultado: iludidos pela goleada em cima do Botafogo na primeira fase da Taça Guanabara e de uma fraca semifinal vencida em cima do fluminense nos pênaltis, perdemos para o próprio Botafogo na final (2x0); eliminados na semifinal da Taça Rio para o urubu após uma arbitragem escandalosamente parcial para o lado deles, onde coube a meia dúzia de torcedores vascaínos protestar na frente da FFERJ enquanto o Sr. Presidente chorava pelo leite derramado da eliminação do Carioca sem tomar nenhuma posição firme contra a arbitragem do Rio de Janeiro; eliminados da Copa do Brasil nas quartas-de-final para o Vitória; e uma campanha que finalizou-se no meio da tabela no Campeonato Brasileiro. Vale ressaltar também que o ano de 2010 marca a primeira vez em que o sr. Dinamite pisa no estatuto do Vasco ao lançar uma terceira camisa completamente diferente dos padrões vascaínos e, ainda não contente, tenta oficializá-la para jogos mais importantes do Vasco como foi o caso da semifinal da Taça Rio onde o nosso Clube enfrentou o flamengo vestido na chamada "Camisa Templária". Ainda no furor do lançamento da nova camisa, o Sr. Presidente lança a "importantíssima" proposta de quebra de récorde mundial de tatuagens de Cruz-de-Malta em torcedores no mesmo final de semana da disputa da semifinal da Taça Rio. Batemos o récorde de tatuagens e perdemos a semifinal.
Este ano também representa a perda total de comando do Clube graças ao jogador Carlos Alberto. O atleta "ídolo" dos mais jovens graças à liderança do grupo na conquista da Série B, atuou em apenas 22 jogos dos 68 que o Vasco disputou em 2010 alegando estar machucado em TODOS eles. Ora, é muito simples: o que não acrescenta, não faz falta. Qualquer dirigente em suas faculdades mentais normais pensaria assim mas o nosso Presidente não. Manteve Carlos Alberto no Clube, homenageou-o com o título de Sócio Benfeitor Remido, dispensando-o só em 2011 para o Grêmio e, ainda assim, pagando parte do salário dele. Que invejem os outros clubes, mas o nosso Presidente é o melhor em não indispor-se com ninguém!
O ano de 2011 começou com o típico desastre dinamitesco. Sem maiores contratações, alegando que o caixa estava vazio, o Vasco inicia o Campeonato Carioca perdendo para quatro pequenos: Resende, Nova Iguaçú, Boavista e flamengo. Após tantas derrotas, milagrosamente, surgem as contratações (ué, mas o caixa não estava vazio?) com a vinda de Diego Souza e Alecsandro. Juntos a Éder Luís, Felipe, Fagner e o nosso grande comandante Ricardo Gomes, conquistamos a Copa do Brasil e fizemos uma campanha magnífica no Campeonato Brasileiro. Mas, vale adendos: Será que as contratações que nos levou ao título da Copa do Brasil viria se não houvesse (como houve) uma pressão extremamente forte da torcida? Será que o nosso Presidente iria contratar ou permaneceria, mais uma vez, inerte? Eu afirmo: o título da Copa do Brasil de 2011 é muito mais de VOCÊ, torcedor, do que de um pseudo-mandatário. Quanto ao Campeonato Brasileiro, será que se tivéssemos uma diretoria realmente competente que exigisse que não fôssemos punidos por ter casa e brigasse para que mandássemos TODOS os nossos jogos em São Januário, não teríamos conquistado o Penta Campeonato Brasileiro? Fica a questão.
O ano de 2012 já começou com as tradicionais besteiras do "Novo Vasco": Saída, sem resistência da diretoria, do Rodrigo Caetano, pilar fundamental na montagem do Vasco de 2011; não inscrição dos principais contratados, Carlos Tenório e Matias Abellairas, para a Taça Guanabara (enquanto o urubu contrata Vágner Love num dia e praticamente no outro ele está jogando); salários atrasados para os jogadores e falta de pulso firme em mantê-los concentrados; investir 3,5 milhões de reais para contratar Bernardo e o mesmo jogador passar a perna colocando o Clube na justiça pela falta de pagamento; e a patética terceira camisa azul.
Diante disto, podemos concluir que o oportunismo, a falta de posição firme e o mínimo senso de responsabilidade com o Vasco no sr. Roberto Dinamite falam mais alto. Mantenho minha posição de apoio ao Presidente que esteja no comando do Vasco, seja ele quem for. Eu só não devo e não pretendo me furtar em criticar o que é óbvio e aconselho a todos fazerem o mesmo.
Saudações Vascaínas.