¨Ao menos estamos no G-4¨
Se tem algo que é chega perto do indizível no Vasco - além da própria diretoria, comissão técnica e do time confiado ao Clube - é a passividade e a falsa inevitabilidade adquirida pela maioria dos próprios torcedores com o advento da década 2000 e da ¨Geração Sentimento¨.
Essa espécie de ¨vascainidade light¨ impede que a nova geração (e mesmo alguns da velha guarda!) enxergue o Club de Regatas Vasco da Gama como a ¨locomotiva, e não o vagão¨. A própria essência do Vasco é vencedora e é nela que devemos nos escorar a partir do momento em que admitimos o ¨ser-Vasco¨ em nós. Do contrário, acusando a uma fatalidade etérea o fato de não estarmos tão bem quanto deveríamos, fugimos da responsabilidade em ajudar a devolver ao Vasco aquilo lhe é intrínseco.
Não é meu papel desenvolver aqui por quais caminhos e quem foram os diretos responsáveis pela queda do credo vencedor que o vascaíno sempre deve ter. Que seu bom senso, torcedor, seja sua principal fonte! O fato é que os últimos dez anos - incompatíveis com a história do Vasco – fizeram com que o vascaíno perdesse o ¨fio da meada¨ com o qual percebemos a verdadeira identidade vascaína: a moral permanentemente vencedora. Mesmo que a vitória não venha no campo, mesmo que soframos derrotas noutros âmbitos desportivos, MORALMENTE a vitória SEMPRE SERÁ do Vasco. Os princípios da moralidade – que, acredito eu, poucos ou talvez nenhum outro clube os tenha - por sua vez, têm base na razão e na defesa da dignidade de um povo, impedindo, portanto, de ser fomentado nos desejos. Dessa forma, não depende da nossa vontade que a essência do Vasco seja vencedora; ela foi, é e sempre será assim, cabendo a nós reconhecê-la e defendê-la a todo custo para que as próximas gerações tenham ciência daquilo que os chamou a fazer parte.
Nossos antepassados construíram esse legado vascaíno e é um atentado, não só à honra dos nossos ilustres antecessores como também à honra dos novos que virão, bem como à honra do C. R. Vasco da Gama. Salta aos olhos o fato de que a diretoria atual promove (e está aí para isso) essa neo-vascainidade. Cabe a nós, verdadeiros vascaínos, irmos de encontro à correnteza da impostura.
¨Quando o Vasco em qualquer desafio,
Lança em campo o seu grito de guerra,
Invencível, nervoso, arrepio,
Fazer tremer o rival e a terra!¨
Saudações Vascaínas!

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