domingo, 25 de dezembro de 2011

O Imbecil Coletivo




¨Levado por algum demônio oculto, meu cérebro se tornara cada vez mais atento e sensível às tolices irritantes que em doses cada vez maiores eu encontrava nos jornais, ditas por homens de letras nesta parte obscura do mundo, e das quais o anjo bom, movido pelos cuidados que lhe inspirava o alarmante inchaço do meu saco escrotal, me aconselhava em vão guardar a máxima distância e devotá-las a um merecido esquecimento¨
São com estas palavras retiradas do livro ¨O imbecil coletivo¨, do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho que inicio meus trabalhos neste blog.
Pretendo, aqui, expor ideias sempre em defesa do que move cerca de 15 milhões de brasileiros: o Club de Regatas Vasco da Gama.
Este não será um blog meramente esportivo, embora o Vasco seja uma entidade ligada aos desportos. Iremos mais além.
Proponho uma página ideológica. Um local onde a história e a tradição do Vasco sejam tratadas de tal forma que possamos vislumbrá-las como um modo de vida, como um exemplo a ser seguido na convivência em sociedade. Pretendo trazer, aqui, pensamentos e opiniões que levantem-se sempre em defesa do Clube, mostrando a fidelidade, a lealdade, o respeito e a honra que caracteriza o sentimento do vascaíno para com a instituição. Em outras palavras, pretendo aqui mostrar uma verdadeira militância.
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Nos primeiros posts quero poder desmistificar alguns pontos. O título deste primeira postagem será o mesmo para as próximas e ele não estará aí à toa. Há um sentido.
Diferentemente de Olavo de Carvalho, não irei resguardar distância alguma nem irei ocultar em esquecimento as bobagens midiáticas que são publicadas diariamente e que são recebidas pela população que, em geral, é passiva de opinião. Essa passividade geralmente acarreta numa aceitação cega, seja por falta de conhecimento, por acomodamento ou até mesmo por vigarisse escancarada.
Analisemos o primeiro:
¨“Sensacional", “histórico”, “o maior de todos”. Estas são algumas das formas usadas pela torcida do Flamengo para definir o esquadrão que conquistou o mundo exatamente há 30 anos. Em 13 de dezembro de 1981, os gols de Nunes (2) e Adílio nocautearam o Liverpool, em Tóquio, e deram ao Rubro-Negro a maior glória de sua história. Na época, os japoneses pouco entendiam sobre o esporte e viram o time brasileiro precisar de apenas 45 minutos para liquidar a fatura.¨ Fonte: UOL
Recentemente foi comemorado os 30 anos do título da Copa Intercontinental, conquistado pelo flamengo. Esta data foi festejada em diversos meios de comunicação tendo a alcunha de título mundial. Mas, será que realmente eles foram campeões do mundo? Será que em apenas um jogo entre o vencedor da Libertadores e o vencedor da Europa e fazendo a exclusão de clubes da África, Ásia, Oceania e do resto da América, se obtém o campeão do mundo de determinado ano?
Vejamos:
Nos anos de 1951 e 1952, foi realizada no Rio de Janeiro, a chamada Copa Rio.
Este torneio, organizado pela FIFA, contava com a presença de alguns clubes do mundo como Juventus, Sporting, Peñarol e Olímpia. A imprensa brasileira apelidou na época de ¨Campeonato Mundial de Clubes¨. Além disso, o formato da Copa Rio era muito semelhante ao que vemos hoje no Mundial de Clubes da FIFA. Em 1953 o campeonato mudou de nome, passando a se chamar Torneio Octagonal Rivadávia Corrêa Meyer, sendo realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Os campeões de 51, 52 e 53 foram, respectivamente: Palmeiras, Fluminense e Vasco
No topo da postagem estão, respectivamente:
· Distintivo do Torneio Rivadávia Corrêa Meyer, de 1953;
· Time do Palmeiras Campeão da Copa Rio de 1951;
· Time do Vasco Campeão da Copa Rio (Rivadávia Corrêa Meyer) de 1953
Mas, por que não vemos os campeões da Copa Rio (onde nós nos incluímos) batendo no peito e dizendo que são Campeões do Mundo? A resposta é simples: Na década de 1950, o Brasil vivia uma depressão muito forte no futebol devido a perda da Copa do Mundo de 1950 para o Uruguai em pleno Maracanã. O ¨Maracanazzo¨ implicou numa profunda descrença com o esporte, tanto por parte da imprensa quanto por parte dos brasileiros em geral. Logo, não era interessante valorizar algo em que o Brasil fracassou.
Finalmente, em 1958 em 1962 o futebol brasileiro conseguiu inflamar mais uma vez a população com os títulos Mundiais conquistados na Suécia e no Chile, respectivamente. Este período coincidiu com a primeira edição da Copa Intercontinental, idealizada por Santiago Bernabeu, presidente do Real Madrid. Na época, já existia a Copa dos Campeões da Europa mas na América do Sul não havia um similar. Sendo assim, em 1960 a Confederação Sulamericana cria a Taça Libertadores da América, em alusão à Liga dos Campeões da Europa. No mesmo ano ocorre sua primeira edição, o Peñarol bate o Olímpia na final e decide a Copa Interclubes com o Real Madrid, sendo o clube europeu o primeiro campeão Interclubes.
A partir dos dois primeiros títulos mundiais da Seleção Brasileira de Futebol, a população e a imprensa acabaram abraçando de uma vez por todas o esporte bretão. Em 1962 (ano do bi-mundial brasileiro) o Santos vence a Copa Intercontinental, repetindo o feito em 1963. Para a imprensa nacional, a afirmação da ascenção do futebol do Brasil. Motivos perfeitos para a imprensa e o povo declararem o Brasil, mais uma vez, campeão do mundo. Desta vez, de clubes.
Desde então, com a permanente escolha do futebol como esporte brasileiro, todas as edições da Copa Interclubes (copa essa que nunca foi organizada pela FIFA) foram tidas como decisões mundiais. Em 2001, alguns dirigentes do Palmeiras, por meio de dossiê, tentaram convencer a FIFA que o clube foi campeão do mundo devido ao título da Copa Rio de 1951. Como resposta, em 2007, a entidade máxima do futebol diz não reconhecer a Copa Rio e a Copa Intercontinental tendo oficializado apenas a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, organizada pela própria entidade.
Ou seja: Santos, flamengo e Grêmio jamais foram campeões do mundo sendo que os únicos brasileiros campeões mundiais são o Internacional, com o título de 2006 e o São Paulo, com o título de 2005.
Em resumo, pode-se concluir que há muito a imprensa influi na opinião geral ao seu bel prazer. É claro que a ¨flapress¨ não iria perder esse bonde e deixar de participar. Embora o mundial de 81 jamais ter existido, é claro que eles iriam comemorar. Uma mentira dita várias vezes acaba se tornando verdade...mas não para nós!
O fato é que as provas são irrefutáveis e pessoas que buscam incessantemente a verdade sempre existirão. Esse é o pior pesadelo da mídia rubro-negra.
Saudações Vascaínas.

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