
Como última postagem referente à sequência ¨O Imbecil Coletivo¨ resolvi fazer uma síntese de algumas falácias ligadas ao clube da gávea que, por pura falta de decência e níveis elevados de covardia, ou não são publicadas ou são divulgadas de maneira inexpressiva, sendo logo superado por algo que realmente interesse à quem controla a opinião pública.
Quando o assunto é polemicidade, hipocrisia, falsidade e mentiras, o clube da ave-preta é campeão. Neste momento não irei entrar em assuntos mefíticos relacionados a eles, embora eu tenha dados e argumentos para várias postagens só sobre isso. Hoje, me aterei somente em três temas: o verdadeiro vice-campeão, o hexa sem penta e o rebaixamento no carioca de 1933.
Neste ano de 2011, acompanhamos mais um episódio de alegria da ¨Flapress¨ com o nosso vice-campeonato brasileiro. Eles imediatamente esqueceram que nós já éramos campeões nacionais com o título da Copa do Brasil e que nós figuramos entre os 4 melhores clubes da Copa Sulamericana sendo o único brasileiro nas semifinais. Para eles, ter o título nacional de maior importância no primeiro semestre e mesmo assim lutar por um outro título nacional e, concomitantemente, manter-se vivo num torneio internacional é irrelevante quando se é segundo lugar do Campeonato Brasileiro.
Uma euforia sem tamanho. Um prato cheio recheado de embromação e invencionice para alimentar as fartas entranhas dessa gente.
Vamos aos fatos. Essa história de vice de novo começou no final dos anos 90. Porém, analisar somente o acontecido de o Vasco ter sido vice dos cariocas de 99, 2000, 2001 e 2004 além da perda da Copa do Brasil de 2006 para o clube da ave-preta, não configura em estabelecer que o Vasco é o maior vice da história e tampouco que é o maior vice para o urubu.
Com certeza, os ¨estudiosos¨ da Flapress e toda a torcida rubro-negra (que já foi azul e ouro) jamais ouviram falar no termo non sequitur. Esta expressão é usada em argumentos formais para se dizer que de um fato não se chega a uma exatidão, ou seja, que a conclusão claramente não atende às premissas sendo, portanto, uma falácia lógica.
Partindo disso, entremos agora na mente de um flamenguista. Ela funciona da seguinte forma: ¨O Vasco foi vice para nós três anos seguidos no carioca, anos depois voltou a perder um carioca para o flamengo, em 2006 perdeu um título nacional também para nós e em 2011 nós os prejudicamos e eles ficaram em segundo lugar. Logo, o Vasco é vice de novo¨ . Desta maneira, está configurado o non sequitur. Eles esquecem de analisar os 113 anos de história do Club de Regatas Vasco da Gama e seus 94 anos de prática do futebol (o departamento de futebol do Vasco foi fundado em novembro de 1915), colocando-os sob julgo dos acontecimentos de uma década perdida para o Clube.
Sabe quem são os verdadeiros vices? ELES!
Para chegar a essa conclusão é só analisar os números de todos os campeonatos em que o urubu esteve participando. Em outras palavras, é só analisar a história.
Observe estas duas tabelas:
Não tem como ser mais claro. O urubu aparece entre os três clubes mais vices do Brasil. Quanto a nós sermos vices para eles e vice-versa, a vitória é deles por 12 x 11. Mas, por favor, o que é um título em 94 anos de futebol do Vasco e 100 anos do flamengo? Nada além do que um rigoroso empate técnico. Eles podem contra-argumentar dizendo que o título da Copa do Brasil de 2006 desempata esta disputa. Eu lhes respondo: NÃO! Vencemos o Rio-São Paulo de 1958 e, adivinha quem foi o vice? Só lembrando que foi a partir do Rio-São Paulo que em, 1967, surgiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (O ¨Robertão¨) sendo, por sua vez, base do nascimento da Taça de Prata que, segundo a CBF, foi o embrião do atual Campeonato Brasileiro. Portanto, temos sim um título nacional em cima do urubu. Mas isso a mídia não diz.
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No dia 14 de junho de 2011 a justiça tornou a ser feita, ao menos que momentaneamente. A Confederação Brasileira de Futebol revogou (com muita dor no coração do Sr. Ricardo Teixeira, suponho) o ato publicado em fevereiro do mesmo ano que dividia o título do Campeonato Brasileiro de 1987 reconhecendo, portanto, o Sport Clube do Recife como único e legítimo campeão brasileiro daquele ano.
Para entender descomplicar a complexa história que foi criada para não admitir o Sport como campeão de 87, vamos primeiro contar a história daquele campeonato.
Em 1987, o presidente da CBF Octávio Pinto Guimarães, anunciou que a entidade não iria organizar o Campeonato Brasileiro daquele ano devido a problemas financeiros e administrativos. Além da desistência na organização do evento, foi também dado o aval aos grandes clubes para que estes organizassem o torneio. Com isso, no mesmo ano, foi fundado o ¨Clube dos 13¨ que reunia os treze principais clubes de futebol da época. A saber: Vasco, flamengo, Botafogo, Fluminense, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Internacional, Grêmio e Bahia.
Assim, foi criada a Copa União, que seria o Campeonato Brasileiro de 1987 com o consentimento da CBF. Esta, por sua vez, exigiu que mais 3 clubes fossem convidados a participar da competição. Desta forma, Santa Cruz, Coritiba e Goiás foram integrados. Estes formavam o chamado Módulo Verde.
Para prestigiar as federações de outros estados, foi criado o Módulo Amarelo e os Módulos Azul e Branco. Embora não estivesse no regulamento, a imprensa nomeou estes dois módulos respectivamente de ¨segunda divisão¨ e ¨terceira divisão¨. Inclusive, neste documento, há a constatação de que tanto os clubes do Módulo Verde como do Módulo Amarelo faziam parte da primeira divisão.
A CBF, percebendo que poderia ser tida como dispensável por parte da maioria dos clubes e notando o provável sucesso do campeonato organizado pelo Clube dos 13, voltou atrás, mudando o regulamento da competição. Num primeiro momento, o vencedor e o vice tanto do Módulo Verde como do Módulo Amarelo se enfrentariam para decidir quem disputaria a Libertadores. Num segundo momento, este mesmo quadrangular decidiria também o título do Campeonato Brasileiro de 1987. A partir daí, temos dois campeonatos em um: O Módulo Verde seria, de fato a Copa União e a união dos Módulos Verde e Amarelo formaria o Campeonato Brasileiro.
Ora, quem sempre regulamentou o futebol nacional foi a CBF. É direito dela mudar as regras do campeonato quando achar necessário. A carta branca dada ao Clube dos 13 para organizar o Campeonato Brasileiro de 87 foi concedida em comum acordo entre as duas entidades, afinal, a FIFA jamais permitiria que um Campeonato Nacional de qualquer país fosse realizado e organizado por uma instituição não integrada ao órgão responsável pelo futebol mundial.
O resultado, todos conhecem: o urubu venceu o módulo verde, sendo campeão da Copa União, e o Internacional foi vice. O Sport venceu o módulo amarelo e o Guarani foi vice. O quadrangular que era pra haver, não existiu por desistência do clube carioca e do clube gaúcho. Sport e Guarani se enfrentaram e o clube pernambucano sagrou-se, de fato e de direito, Campeão Brasileiro de 1987.
O azar do Sport que o persegue até hoje é que, para a criação do Clube dos 13 e posterior financiamento do Campeonato Brasileiro, foi necessário fazer acordos. Nessa mesma época, a Rede Globo arranjou patrocinadores e, com uma quantidade de dinheiro assombrosa, comprou o Campeonato Brasileiro de Futebol. O maior triunfo da Flapress. Com a entidade máxima do futebol brasileiro submetida ao seu domínio, ficou fácil alienar a massa em favor do urubu e dos seus interesses.
Vamos ver até quando dura a decisão da justiça em prol do Sport, único Campeão Brasileiro de 1987.
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Para encerrar, gostaria de apresentar, para quem não conhece, um fato que aconteceu no remoto ano de 1933. Neste ano, o campeonato carioca estava sendo regulamentado por duas entidades: a LCF (Liga Carioca de Football) e a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos). A LCF foi a primeira associação a organizar um campeonato de futebol no Rio de Janeiro de acordo com os moldes profissionais. O campeonato permaneceu dividido até 1937 quando, finalmente, houve a unificação.
Estavam Campeonato Carioca de 1933 regido pela LCF o Bangu, Vasco, Fluminense, Bonsucesso, América e flamengo. Já o campeonato organizado pela AMEA tinha o Botafogo, como líder dos clubes, além do Olaria, Andarahy, Engenho de Dentro, Confiança, Cocotá, Mavilis, Portuguesa, SC Brasil e Ríver. O Bangu foi campeão do campeonato da LCF enquanto o Botafogo venceu o campeonato da AMEA. Esses dois clubes, portanto, foram campeões cariocas de 1933.
Já no lado de baixo da tabela, quero chamar-lhes atenção para a Liga Carioca de Football. O urubu foi o ÚLTIMO colocado com apenas 5 pontos. Apesar da colocação, o flamengo não foi rebaixado. A segunda divisão já existia, tanto que o Vasco foi campeão em 1922.
Em outras palavras, o ano de 1933 marca a primeira grande sujeira do urubu nos anais do futebol.
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Como falei no início, esta são apenas algumas das falcatruas nas quais o clube da ave-preta está envolvido. Dá para fazer um dossiê só de fatos que relacionem mentiras e farsas em benefício do urubu.
Nosso papel como vascaínos que, acima de tudo, somos fiéis ao nosso Clube, é criar verdadeiras trincheiras. Estar sempre a espera de um golpe que essa quadrilha pode aplicar. Vigiar, fiscalizar e denunciar essa corja chamada flamengo é nossa obrigação.
Saudações Vascaínas.
Flabosta, a pior farsa que alguém já pode criar!
ResponderExcluirSó uma pergunta. Em 1933 aconteceu a tal divisão entre o futebol profissional e amador certo. A liga profissional (LFC) na qual o Flamengo jogou tinha apenas 6 equipes. Nesse caso como seria feito o rebaixamento? Afinal, a segunda divisão que vc mencionou era amadora, e ligada a AMEA, portanto, como um dos 6 times filiados a LFC poderiam jogar a segunda divisão ligada a liga amadora? Como então seria feito o rebaixamento? Os dois últimos colocados fariam a de fora no campeonato de 1934 e voltariam em 1935 no lugar dos dois últimos daquele ano? Tá certo que o São Cristovão se filiou a LFC em 1934, mas em 1933, ninguém sabia se no ano seguinte a LFC teria 6, 10 ou 4 equipes. Então não ocorreu uma concordância entre os membros da LFC (incluindo aí o Vasco) com relação ao regulamento do campeonato?
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